Pílula
A pílula é o método contraceptivo mais eficaz para prevenir uma gravidez dentro dos métodos reversíveis. Um método diz-se reversível quando a mulher recupera a fertilidade ao deixar de o usar.

A pílula actua através da inibição da ovulação e, por isso, uma pessoa que a utilize não tem período fértil. A sua eficácia é de menos de 0.5 gravidezes por cada 100 mulheres que a utilizam anualmente. O uso correcto da pílula é a garantia desta eficácia.

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Preservativo
O preservativo é um método contraceptivo muito eficaz se for usado de forma correcta e regular. É constituído por látex, material bastante resistente e flexível. É fácil de adquirir, fácil de utilizar, não é necessário receita médica, não apresenta efeitos secundários, e previne com eficácia não só uma gravidez, mas também as infecções que se transmitem por via sexual (IST).

Actua como uma barreira física que impede o contacto com os fluidos sexuais. Para que a sua eficácia seja garantida, deve ser utilizado de acordo com as instruções que o acompanham. Existem também preservativos constituídos por poliuretano, material aconselhado para quem faz alergia ao látex.

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Diafragma
É constituído por uma capa de borracha flexível que se introduz na vagina de modo a que o colo do útero fique tapado, isto é, actua como uma barreira física que impede a entrada de espermatozóides no útero. Deve ser utilizado juntamente com um espermicida, para aumentar a sua eficácia.

Pode ser colocado em qualquer altura, antes do coito, e deve permanecer colocado nas 6 a 8 horas seguintes. Se forem vários os coitos, é preciso introduzir mais espermicida antes de cada um, e contar as oito horas a partir do último. A grande vantagem do diafragma é que carece de efeitos secundários.

Para a aquisição deste método contraceptivo, a mulher deve fazer uma consulta de planeamento familiar ou ginecologia, para que saiba quais são as dimensões do diafragma adequadas para a sua constituição física, para aprender como o colocar de forma correcta e como fazer a sua manutenção. Este método não protege das infecções sexualmente transmissíveis (IST).

Actualmente não é comercializado em Portugal.

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Espermicidas
São substâncias químicas que imobilizam e destroem os espermatozóides. Existem diferentes tipos de espermicidas: gel, creme, comprimidos ou cones.

Não devem ser utilizados como único método contraceptivo, mas sim como complementares a outros métodos (como por exemplo, o preservativo ou o diafragma) porque a sua eficácia é reduzida.

Não protegem das infecções sexualmente transmissíveis (IST).

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O D.I.U.
O Dispositivo Intra-Uterino (D.I.U.) é um pequeno objecto de plástico que é colocado no útero de forma a desencadear uma resposta inflamatória que faz com que os espermatozóides/óvulo sejam destruídos. É deste modo que exerce a sua função contraceptiva. Também actua impedindo que a nidação (implantação do ovo no útero) ocorra.

Existem vários tipos de D.I.U.: de plástico simples, com filamentos de cobre ou prata. Para além destes, existe um Sistema Intra-Uterino (S.I.U.) que actua de forma semelhante, mas que liberta hormonas que vão espessar o muco cervical e impedir a libertação do óvulo (ou seja, têm uma acção anovulatória).

A colocação do D.I.U deve ser efectuada por um técnico de saúde experiente e pode ser colocado durante a primeira metade do ciclo menstrual, desde que seja assegurado que a mulher não está grávida. O D.I.U. pode ser utilizado como Método de Contracepção de Emergência, se tivermos em consideração a sua actuação anti-nidatória. Para tal, deve ser colocado num limite de 5 dias após a relação sexual de risco.

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Anel Vaginal
É um contraceptivo em forma de anel, flexível, que é introduzido na vagina. Tem uma forma de actuar semelhante à da pílula, e contém dois componentes activos (um progestagénio e um estrogénio), que inibem a ovulação, pelo que se chama anovulatório.

É um método contraceptivo muito cómodo, pois é de fácil colocação e a sua eficácia é de 4 semanas: 3 de colocação e 1 semana em que é retirado. É eficaz desde o primeiro dia (se for colocado no 1º dia da menstruação) e deve ser retirado ao final de 3 três semanas. Faz-se 1 semana de pausa, na qual aparece a hemorragia de privação, (semelhante à menstruação). Ao sétimo dia a mulher deve colocar um novo anel, iniciando assim um novo ciclo.

Não evita o contágio das infecções sexualmente transmissíveis

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Implante
O implante contraceptivo é um bastonete que contem progesterona, que é inserido debaixo da pele do braço. Actua inibindo a ovulação e aumenta a viscosidade do muco cervical dificultando a permeabilidade dos espermatozóides.

Tem uma eficácia contraceptiva muito elevada e uma duração de três anos, ainda que possa ser retirado no momento em que a mulher o decida.

Deve ser colocado por um técnico de saúde habilitado para o fazer. É dada uma anestesia local na zona do braço para a inserção. É rápido e quase indolor.

É importante que a mulher saiba que quando utiliza este método as "menstruações" podem sofrer grandes alterações, tornando-se (regra geral) mais escassas ou mesmo deixar de as ter (amenorreia).

O implante deve ser colocado até ao 5º dia do ciclo menstrual e é eficaz a partir das 8 horas após a sua inserção.

Não evita o contágio das infecções sexualmente transmissíveis

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Injectavel
A injecção é um método contraceptivo sob a forma de injecção e é constituído por uma única hormona: o progestagénio. Tal como as pílulas progestagénicas, inibe a ovulação e causa o espessamento do muco cervical, o que dificulta a mobilidade dos espermatozóides. É uma injecção intramuscular que deve ser dada na nádega ou no braço, de 12 em 12 semanas. Contrariamente aos outros métodos, não é possível interromper a sua actuação depois de administrado, mas tem a vantagem de não ser de toma diária, semanal ou mensal o que evita os esquecimentos no seu uso.

O injectável é um método contraceptivo muito eficaz e se for aplicado num dos três primeiros dias da menstruação a mulher fica desde logo protegida duma gravidez. Este método não protege das infecções que se transmitem por via sexual.

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Adesivo
É um método contraceptivo em forma de adesivo: fino, confortável e fácil de aplicar. Este adesivo liberta uma dose diária de hormonas -estrogénios e progestagénios- para a corrente sanguínea, que inibem a ovulação, ficando assim a mulher protegida duma gravidez.

O adesivo deve ser colocado na parte de fora do braço, nas costas, no abdómen ou na nádega. É colocado um adesivo por semana, durante 3 semanas consecutivas, seguidas de 1 semana de intervalo. O 1º adesivo é aplicado no primeiro dia da menstruação, retirado 7 dias depois e substituído por outro (o 2º adesivo) que permanecerá durante 7 dias, altura em que se coloca o 3º adesivo.

Depois segue-se 1 semana sem que esteja colocado o adesivo e durante a qual pode aparecer a hemorragia de privação. Após um período de 7 dias de pausa, um novo adesivo deve ser colocado, iniciando um novo ciclo.

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